VOCÊ E
EU EM MIM
PREFÁCIO
Existem amores, inventados ou não, que procuramos a vida toda e desesperamos de os encontrar mesmo que uma única vez, en passant. E existem amores que não esperamos jamais, que nem são tão amores nem tão desejados, mas se perfazem, completos, começo, meio e fim, tudo tão simples, sem complicações. E se vão ou ficam em outras formas. Existem, enfim.
Do mesmo modo, existem livros, existem romances, existem novelas e etc. Existem amontoados de letras pertencentes a uma classificação (ou taxonomia?) acadêmica qualquer que nos angustiamos em lhes dar sentido: começo, meio e fim. Porém, ou eles nunca terminam ou nem mesmo começam. Como aquele amor que esperamos a vida toda sem nos darmos conta de que ela passou. E como que num mundo, todo paralelo, simplesmente vivemos o surgimento de um livro qualquer, porém já perfeito, em termos de começo, meio e fim.
E esta coisa inexplicável é este aqui, enfim.
Hilde Camargo - 10/12/2010, 4:00 da matina, em verdade, meu reloginho do computer está errado.
[CAPÍTULO I]
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