sábado, 1 de fevereiro de 2014

E a poesia?

E a poesia, como se faz?
Poesia é a vida a pulsar.
Agora...hmm...poema
É a forma que a pomos
Na matéria papel por letras
Tipos...
Mas qual a forma correta?
Bem, de correção
Entendo bem pouco.
Mas, vamos ao poema...
Como fazer?
Para os da minha laia,
É bem simples.
Poesia é vida
O poeta a canta
Todo cantar
Usa a fala nos sons.
Sinais de vida...
Então, venha cá.
Vou lhe mostrar
De uma vez por todas
A simplicidade.
Como dizia,
Poesia é cantar.
Poema é o estar
Dela em forma no papel.
Sua voz se emite
Através de partículas (indivisíveis?)
Chamadas sílabas.
Estas são seus tijolos.
As sílabas se aglutinam
Em frases inteiras.
Mas, oras, qual a regra, então,
Para começar ou terminar um verso?
Seria só a vontade ou a frescura?
Seria estética, apenas?
Prossigamos...
Cada sílaba um toque.
Um verso, uma seqüência deles.
Agora, cada verso
É um toque, parte de um poema
É o que o limita
É um suspiro!
Sim!
É a série de toques-sílabas
Que você pronuncia
De um arfar do peito.
Seja por sofrimento ou por alegria.
Como as ondas do mar...
Você enche o peito, pega o ar:
É um verso que vem vindo
Para se quebrar na terra firme.
Acabou, vem outra onda, outro verso.
Como o respirar;
Como o vai-e-vem do Universo!
Messa, então (tantricamente?),
Seus versos
Pelo respirar
De quem os irá recitar.
Que os irá quebrar no mundo firme!
Messa pelo respirar...
Igual ao seu,
Ao dos animais,
Ao do mar, enfim,
Ao do Universo.
Este que, aliás, respira SIM!
Saiba disso também!


Hilde Camargo - 21/07/2009.

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