sábado, 1 de fevereiro de 2014

Soneto aos críticos


Então o quê? Pois já não sei fazer
Quinquilharias ao gosto dos velhos
E tão boçais carentes de saber
Algo difícil que é visto em meus versos

Que os generosos podem dar ou ver,
Mas, que o orgulho tapa aos vis olhos?
Então terei que já deixar de ser?
Irei ceder, acaso, todos sonhos

Que sonharei ao nada? Minha mente
Não gritaria mais? Calada em prisão
De formalismo, quieta qual semente

Esperaria a hora de eclosão?
Em formalismo havido somente
Para agradar àqueles sem visão?

Hilde Camargo - 09/06/2007

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