sábado, 1 de fevereiro de 2014

Oh! Mamãe!

OH! MAMÃE!

Oh...Mamãe...
Mamãe, quem sou?
Mamãe...transei com a empregada.
Mas o papai vai dizer que foi outro o filme...
Para não se queimar.
Mamãe, transei com...dane-se ela...foi só de prima.
Papai se apavora se eu entrego aqueles...
Mamãe, vejo coisas!
Mamãe, acho que sou comunista;
Mamãe, vou ser Presidente!
Mamãe, amo a Professora.
Mamãe, não vou ser mais nada, quero ser feliz!
Mamãe, concordo com você, sou "egoísta".
Não sei amar, não amo ninguém,
Mas...aconteceu de novo...
Acho que amo só em plural, não sei singular
Nem ser singulada.
Mamãe, não sei não ser comunista.
Mamãe, sabe todas elas de que falei?
Pois é, eu as amo, alguns deles também...
Mamãe, há sempre uma professora para me provar.
Há sempre mais alguém para me matar de amor.
Mamãe, não vou agüentar.
Agora, sabe, em se falando em matar...
É o fim, lembra que eu era comunista?
Agora, mamãe, é uma policial!
É o fim?
Carnaval em mim, no fim, em todos nós!
Desato, agora, a dobrar lágrimas.
Acredite, é tão horrível para mim esse amar.
Mas não sei evitar o inexplicável
Fenômeno que não sei
Como nem porquê negar.
Mamãe, desculpe, mas você me ensinou
"Nunca mentir!"
Vou lhe dizer: não aprendi a amar
Desse jeito que o mundo inventou.
Fantasia por fantasia, continuo com todas as minhas.
Que não matam!
Mamãe...mamãe...perdão.
Perdão por existir.
O que, por sinal, nem eu nem elas e nem você
Deixaremos de fazê-lo!
Coexistamos com amores, amoras, demoras, histórias, sabores!

amoras?

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