quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


DAY BY DAY

(APEARENCES NEVER SAVE US, WE JUST BE WHAT WE HAVE TO BE)

I never said I am strong;
I never said I am the best;
I never said I am the killer.
I never act as heroine.
I just be what I have to be;
I exactly do what I have to do.
I just be, I just do!
And to be, simply, or, do,
Anybody, has to be strong, the best, the killer and heroic.
In some way, anyway, on the possible.
But, I always say I love you;
I always be with you till the end;
I always do and give my best, every day.
Anyway, as possible, I am, each day, day by day!!

Hilde Camargo-01-12-2011.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

??

Gravação em áudio é a suprema vingança de todos os escravos músicos da Antiguidade. Até os párias de hoje estudam e relaxam sem escravos para as músicas.

...

Na Antiguidade só quem podia é que comia e bebia, enquanto os "menores" tocavam... Hoje, tocar é o inverso disso.

sem título

Se a toda oportunidade aguardarmos pela perfeição, nunca caminharemos até ela!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

MÁSCARAS

   É tão triste a vindita de "aconselhar" o próximo quando por si mesmo você não soube ter do objeto de seu amor aquilo que podia; e tão degradante dar ouvidos a alguém que nem soube obter aquilo que é oferecido, de graça, a você; que, a única sanidade possível é a de espalhar todo esse rancor e ódio por onde quer que se pise, em quem quer se pise.

domingo, 14 de agosto de 2011

DA SOLIDÃO


DA SOLIDÃO


   A ilha é só porque suas bordas não tocam mais sua matéria, encontram uma outra, estranha à sua carne, a água. Matéria também, mas em diferente composição.
   Toda solidão é ilha em oceano cuja toada de suas ondas vibra outra matéria, outro assunto, outra visão.
   As solidões são diversas umas das outras dentro do peito de cada ser que pulsa em torno da Terra. Cada peito pulsa um sentido para a vida, e este quase sempre não é o mesmo de um para outro ser.
   E o incompreendido se faz ilha. Porque ele sabe tanto e... dom... domina tanto sua matéria que os outros, que são de outras, não o entendem, não o compreendem. E o que era bom no princípio da diversidade, pelo excesso, torna-se veneno, pois a diferença é tamanha que já se tornaram estranhos sem uma base comum, sem um primórdio, sem uma essência, sem um princípio que os mantenha unidos. E é aí que a solidão se faz tristeza no peito.
   Pois, de que vale saber tanto e ser tanto e ter tamanho domínio em matéria desconhecida ao oceano prestes a engolir, indiferente, toda essa jóia arduamente esculpida entre suas vagas?
   A diversidade é agradabilíssima quando dosada. Mas é dor quando ultrapassa o ponto em que corta sua base e se desconecta do todo. Desintegra-se.
   Tudo que é diferente, para sobreviver (e ser prazer), deve ser feito da base comum a todos aumentada (andares acima ou abaixo) com seu diferencial, sua virtude. Sem perder a base que a mantém ligada e inteligível ao todo.
   Quando o diferente perde a base e passa a ser só diferente, deixa de existir para o todo, e esse oceano engole aquele desconhecido e o desfaz novamente no todo.
   E este desmonte, esta dispersão, este desfazimento rumo ao todo já não é mais solidão, é agonia, é a desintegração daquele algo que (sem base) não faz mais sentido, não se explica mais diante do voraz todo.
   Longe de você ser pretensioso e querer tomar o lugar de alguém! Mas, é que somente quando calçamos os sapatos do outro é que poderemos imaginar onde, como e quanto sente seus calos. Não é a questão de tomar ou não tomar o seu lugar, mas de se conhecer o básico para poder entendê-lo, para valorizar tudo o que é. Dando a ele apenas aquela solidão saudável, aquela doce melancolia onde define seus umbrais; mas sem abandoná-lo em completa agonia; sem encará-lo como uma aberração, incompreensível, intratável.

Hilde Camargo – 14/08/2011.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

DO QUE NÃO HÁ...


DO QUE NÃO HÁ...
    Dias normais não existem. Nenhum dia será normal. No amanhã, ou você vai olhar para um deles e sentir orgulho, ou, vai se chocar com o quanto você foi idiota em não ter tido atitude. Coisas estúpidas hoje são importantes amanhã. As pessoas dificilmente enxergam a importância de atitudes banais, mas, tudo sempre começa de um nada. Todo texto começou com uma cara de imbecil olhando para um papel em branco. E num momento idiota você iniciou a leitura e desceu até aqui. Nem usamos parágrafos e fim, “normalidade” que não se repetirá. Somente isto, foi isto.

PRESTE ATENÇÃO


PRESTE ANTENÇÃO


   Quando, às vezes, olhar os campos floridos, choupanas, cabanas, vida rústica e animais pastando mansos não passar de poesia barata, não passar de coisa excêntrica; enquanto tudo isso não for normal, não for cotidiano; enquanto for cena, apenas, luxo, charme; sua suposta normalidade nunca passou de teatro apenas.
    Se você não limpa seus excrementos quando ninguém vê, mas pros outros diz querer vida no campo e fazendas, você não passa de mentira apenas, mentira.

MITOLOGIA


MITOLOGIA

   Antes da Filosofia e em seguida a Ciência, na Grécia tudo era Mitologia. Todas as tragédias, as naturais ou as humanas, as coisas agradáveis ou doloridas, tudo, enfim, tinha uma explicação, uma resposta, e esta era sempre mitológica, fantástica.
   Então, não chovia porque as nuvens carregam vapor de água e quando atinge determinada temperatura volta a ser água e cai de lá de cima, não, era o deus não sei qual que não gostou muito do que tal humano disse e resolveu, e conluio com aquele outro deus com o qual não se falava há anos, fazer chover na cabeça daquele maldito humano. E toda sua família...!
   E se houvesse trovoadas, ora, qualquer criança saberia explicar que os trovões eram de Zeus (se não me engano), o deus mais poderoso do Olímpo, o chefe do Olímpo e de todos que ali residiam, e eram dele os trovões, raios! Esta era fácil de saber, até as mulheres sabiam disso, e crianças também, e não o absurdo que você aí já iria ousando pensar: algo como atmosfera úmida e carregada de elétrons dispersos e... elétricos mesmo, impossíveis... que não se aguentam, que não param quietos no lugar e vão se apertando, apertando, até que um traça um caminho e..., como sabemos, onde passa um boi passa o resto da boiada e pá! Todos o seguem. É um relâmpago que risca o céu tamanha energia elétrica! E o som dessa dança alucinada ouvimos segundos depois da luz: trovão!
   Não, não era isso, tudo era mais mágico, mais fácil, mitológico. Era Zeus castigando um povo todo porque não foi este povo bonzinho com outro povo protegido da futura semideusa não sei do quê cuja qual ele estava há anos querendo possuir e ter uma plêiade de heróis e heroínas que iriam entrar para a história. Como a deusa Europa, lembra-se? Então... era assim... Era?
   Era? Acabou? Mesmo? Podemos estar seguros disso? Esta velha mania de mitos nos abandonou realmente, ou nós, a humanidade, sofremos recaídas severas e cíclicas de tempos em tempos? Será que estamos bem ou a mania de mitos nos assaltou novamente? É fácil notar, anotar, arrotar, que da mania para o pânico é menos que um pulo! E o pânico alimenta socos, coices, chutes, assassinatos, estrangulamentos, cultos ao ódio coletivo, fogueiras, enforcamentos, malhações e tudo que não tenha um motivo, uma razão, tudo que destrói sem motivo, sem saber o porquê.
   Será que já estamos no meio do pulo, saindo da mania e entrando em pânico? Prefiro não tocar nisso... mas, fiquemos na mania de mito. Eu pergunto a mim mesma se voltamos aos mitos, mas mitos com uma roupa nova, porque tudo hoje se explica magicamente, tudo muito fantástico, maravilhoso, quase sobrenatural. Explicações fáceis, baratas, mas apenas para os escolhidos pois a mágica ninguém vê e nunca terão acesso a ela. A explicação é mágica, rápida, fácil, mas ter acesso a ela é praticamente impossível a um mortal, reles mortal. Eu me explico.
   Hoje nós temos a “certeza” de que nossa simples matrícula numa academia de ginástica desencadeia “algo” em nosso corpo, como se entregássemos nosso carro num lava-rápido, déssemos uma volta e o pegássemos limpo de gordura e poeira. Então cadastramos nosso corpo naquele templo e magicamente o resgataremos limpo das gorduras. E não temos mais a ciência de como são os músculos, podemos até comer um na mesa do almoço, mas o nosso esquecemos como é parecido e como ele funciona. Que é feito de células estriadas e elásticas e quando elas se vêem obrigadas a encolher, esticar, encolher, esticar, encolher, esticar, várias vezes, elas se dilatam cada uma delas e o músculo todo que elas formam fica tonificado, dilatado, maior. E que esse encolhe, distende, encolhe, distende pode ser feito na Lua, com peso, sem peso, de n maneiras, desde que você tenha aprendido com quem o estudou a como atingi-lo e encolhê-lo e esticá-lo sem provocar nenhuma lesão nele, até debaixo de uma árvore.
    Mas, não, tudo é mágico, divino-maravilhoso, você tem que fazer o ritual, o ritual mágico e lá no templo misteriosamente tudo vai rolar... você nem sabe como, mas vai... e você sairá saltitante e feliz com seu novo corpozinho recauchutado.
   E o senhor Paulo Freire, se estivesse vivo, não poderia mais ousar e dizer, por exemplo, algo como (palavras minhas, ok?) “Venha cá, meu filho, agora vou ensiná-lo a ler”, e objetivamente ensinar a qualquer pessoa cada letra (como ele fez às centenas!), ensinar juntá-las, etc...  Não! Hoje, um Paulo Freire, pôxa! É um Paulo Freire, ele tem o dom, o cara tem o dom! Ele é quase... um extraterrestre! Ele é especial, nós não sabemos cada uma das letras do alfabeto e como juntá-las não é mesmo? É só ele, o cara que sabe, não é?
   A questão não é mais se queremos, se temos paciência, muita paciência e dedicação, se somos esforçados ou não, ou, se temos medo que aquele analfabeto um dia saiba mais que nós ou não, nos ultrapasse ou não. Não! A questão não é essa, a questão virou a seguinte: só Paulo Freire tem o dom (não um enorme saco, mas dom...) só ele tem o dom, é um ser especial e diferenciado, e, conforme-se, já está morto, o que faz dele um deus praticamente e não ousamos mais fazer as mágicas dele. Por que seríamos ele? Heresia; ou, seríamos acusados de querermos vir a ser ele? Heresia. Oremos, estagnados, gordos e parados, à espera de um salvador que virá não sabemos exatamente quando. Pois é tudo mágico, maravilhoso.
   É preciso ler jornal. Realmente, do mesmo modo que as vizinhas fofocam sobre as outras e sobre os últimos acontecimentos e isso é saudável porque as pessoas sabem do último assalto que houve, que tem um tarado rondando o bairro, que pode ser que fulano venha a matar sua mulher, e se trocam idéias a respeito de o que levou o filho do vizinho a se drogar etc. Ler jornal é vigiar o mundo do mesmo modo que vigiamos nosso bairro (apesar de eu não gostar destas duas coisas... sei que são necessárias...). Ler jornal é preciso, mas criou-se um mito absurdo e miraculoso de que vamos aprender nele o que deveríamos ter aprendido em livros didáticos como “Introdução à Economia” (qualquer autor); “Introdução à Filosofia” (idem); “Introdução à Mitologia” (idem); “Elementos de ...” (qualquer coisa, qualquer autor, raios!)! Criou-se o mito de que não devemos nem saber da existência destes livros, estas coisas são para alguns, para os escolhidos, iniciados, e, nós, reles mortais, ao preço módico de... alguns reais e noventa e nove centavos... faremos uma assinatura e teremos acesso a esse distante templo mágico do saber e magicamente nos transformaremos em pessoas inteligentes só porque viemos a saber uma versão do que houve ontem do outro lado do mundo. Mas, interpretarmos esse acontecimento não é para nós, reles mortais, não porque a questão não é mais lermos ou não um simples livrozinho de “Introdução à...” ou de “Tal coisa para iniciantes...” ou “Primeiras noções de...”, não, para nós estes livros não existem, e, portanto, a informação sobre uma desastrosa fissão nuclear a quilômetros daqui não nos diz nada, não é mesmo? Porque algum escolhido, tem o dom e sabe magicamente, sem explicação, tudo isso que deveríamos ter lido ou tido uma idéia de qualquer forma. Aliás, nunca abrimos uma mera enciclopédia, da web ou das antigas (que foram inventadas à época da Revolução Francesa, no Iluminismo), nunca as abrimos e buscamos, Iluminismo, ou mesmo Mitologia ou elétrons, ou fissão nuclear. Não! Quem sabe isso (além de ser metido! Ou até... ler pensamento...) não foi lá e dedicou seu tempo, seu lazer, não, ele, já nasceu sabendo, não é? Ou... tem uma equipe secreta que faz tudo isso para ele e ele só tira onda, não é? Ele não é esforçado. E você nunca vai mudar, sempre será um reles mortal e invejoso, cheio de ódio em seu coração, porque você não pode abrir uma cartilha de pré-escola mesmo que aos 80 anos de idade, ou, uma porcaria de um livro de “Introdução à...”, não, ou você já era para ter nascido “com a luz”, escolhido ou não, e seu caso é não, deve conformar-se e não ser esforçado nem “perguntador”, deve conformar-se apenas, e cheio de rancor, ódio e inveja dentro de seu pequeno coração curvar-se aos deuses e templos do saber que vem misteriosamente a eles, sem explicação, talvez por extraterrestres e não dos livros introdutórios e para iniciantes.
   Pois talvez fosse você uma ameaça ao brilhantismo dos escolhidos e não houvesse pedestais para tantos deuses no mundo. Ou, talvez, cada deus tivesse ele mesmo de parar alguns segundos com a brincadeira, descer e limpar seu próprio pedestal, e cada um estaria limpando o seu próprio para depois subir nele novamente. Fantástico.
   Talvez, pudéssemos, deuses que seríamos viver na pele a diferença entre duas situações e apreendê-las para sempre em nossos divinos corações: uma situação é estar parado e ver a garota popular passar, cheirosa e vistosa, por um segundo diante de seu campo visual, como um flash e sumir; e a outra situação, a de você caminhar lado a lado com ela antes de ela se lavar, se perfumar, se vestir, dirigir-se àquele local onde você estaria parado, e sentir ao lado dela o que é passar por você, e continuar ao lado dela caminhando, sem mágica, até ela transpirar, liberar seus seus odores, tirar a maquiagem ou esta se derreter, e com ela permanecer e vê-la fazer o mesmo que você faz em seu trono, da mesma cor, e todas as demais necessidades e higiene pessoal, e poder ver que as horas para ela passam do mesmo modo que para você.
   Neste último caso eu garanto que você a veria de outra forma, e seria mais humano, teria mais piedade para com a humanidade.
   Pensando nestas coisas temo que estejamos vivendo um período de fanatismo e de mitologias, novas máscaras para seres antigos. Máscaras onde jalecos brancos, óculos nerds, ternos e gravatas, taillers, pastas executivas, pílulas mágicas, e achismos, substituem as máscaras antigas, às quais sempre nos coube prestar cultos de aceitação ou de negação a tudo isso, conforme se esteja cheio ou não de repulsa às mágicas explicações onde para você sobra sempre o resto da mesa dos escolhidos.
    Mas, nunca nos ocorreu nem àquela época nem hoje não sermos nem contra nem a favor a elas, mas simplesmente pedirmos os livros (ou cartilhas de alfabetização, por que não? O orgulho não deve existir) e sermos “perguntadores” insaciáveis.
    Pensando estas coisas, é claro que não sou hipócrita, que não nego que dons existem. Mas penso que dons existem para serem contemplados e admirados. Mas só, dons não devem justificar injustiças e distorções egoísticas, ambições e cupidez. Coisas belas são dignas de admiração, contemplação e não para ditar regras, não para justificar absurdos nem a fuga às explicações lógicas e simples das coisas.
    O meu cachorro tem o dom de morder, de castigar mesmo, estraçalhar ladrões, é um dom canino, e ele vive em minha casa, mas não é porque ele é o melhor em expulsar ladrões que ele dará as ordens em minha morada, na minha casa mando eu;
    Também não é porque o Pelé tem o dom com a bola que vamos proibir as peladas de final de semana;
    Não é porque Einstein era um gênio, que estamos proibidos de estudar;
    Não é porque Camões sabia rimar que ninguém mais pode brincar com as palavras, até mesmo porque se não estudarmos sobre poesia não poderemos nunca apreciar a arte dele, tudo que ele fez com as palavras, estudar que eu digo é ter uma noção;
    Não é porque Pavarotti tinha o dom de cantar que nós não podemos ler sobre música para entendermos tudo que ele fazia, ou, que não podemos cantar com os amigos, no chuveiro ou etc, ou fazermos um curso para cantarmos mais gostoso e o chuveiro não sair correndo...
    Se eu não sou capaz de escrever isso, se isso soa ridículo ou afronta, se incomoda, e, se essas cores com que pinto as coisas gera a ira e violência dos deuses, então, eu, infelizmente, posso estar certa de que já chegamos à beira do abismo onde o fundo cheio de mitos e fanatismos nos aguarda o salto.
Hilde Camargo – 07/08/2011.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

NADA DEMAIS...

NADA DEMAIS...


Eu posso, de fato, deixar minha mente galopar qual poderoso corcel de fogo, quase supersonicamente, até fantásticos e absurdos lugares ideais (lugares-idéias) onde tudo se encaixe, faça sentido, e minha alma encontre a plenitude pela qual tanto anseia, e sejam esses lugares onde tudo se explique e façam sentido passado, presente e futuro, e eu possa ver do alto destes lugares a totalidade da explicação do sentido de nossas vidas e tudo, enfim, faça sentido; eu posso tudo isso talvez... como todos poderiam se não estivessem tão esquecidos de si mesmos de problema em problema, qual andantes de pousada em pousada.
Sim, poderíamos, se antes de tudo soubéssemos, de antemão, que após tudo isso, todo este orgasmo conceitual, soubéssemos tranqüilos, antes do início do percurso, que tudo isso seria apenas para descermos novamente ao cotidiano e nos sentarmos logo ali, na próxima e ignota esquina e saborearmos um simples sorvete – ou uma água se estivéssemos de regime. Sem flashes ou apoteoses. Orgasmo apenas... consumação de jornada...
O dia que o saber for menos “status”, seremos todos um pouco mais inteligentes, naturalmente.
Constantemente interrompemos (não por querer...) a solução do mistério do universo, aflitos, para não perdermos a hora de pagar mais uma última prestação qualquer...

Hilde Camargo – num/dia/esquisito.

terça-feira, 5 de julho de 2011

SUBCOISA

      Constataram que os casamentos entre mulheres são mais estáveis e duradouros, e que é muito menos freqüente a falta de respeito sofrida do que quando elas se casam com homens. Mas, será que a estatística seria a mesma se o casamento fosse entre a mulher e a empregada doméstica? Não se constatariam neste casamento as mesmas tragédias emocionais que ocorrem diariamente entre homens e mulheres?
      Creio que sim, porque a mulher foi criada e treinada desde criança a enxergar a empregada doméstica do mesmo modo que o homem é adestrado a enxergar a mulher. O casamento entre as duas não duraria um ano. Ninguém gosta tanto de ser subcoisa alguma.

Hilde Camargo 03-07-11

quinta-feira, 23 de junho de 2011

...

(O CÉU...)

Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro.
Seja gentil assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto assim mesmo.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.
Se você tem paz, é feliz, as pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja você, no final das contas, é entre você e Deus,
Nunca foi entre você e as outras pessoas.

MADRE TEREZA DE CALCUTÁ

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(O LIMBO... OU, CERTAS REVISTAS FEMININAS...)

[sons de grilos...]

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(O INFERNO... DE SUAS PROFUNDEZAS...)

NÃO IMPORTA

Não há sentido em tentar provar o que não desejam confirmar; não vale lutar pelo que nunca poderiam permitir que fosse verdade simples; confirmar, o que têm pavor que seja realmente... a simplicidade dos fatos. Toda sua luta seria em vão.
Pois, somente você não saberia a verdade enquanto corresse: eles já sabem o que você se cansa para provar, a verdade.
Descanse, eles já sabem o que você quer provar. Só não permitem que você prove. Não se mate, não se canse. Apenas seja.
Ela virá, a Verdade. E eles sabem, e nisso eles têm maior fé que você! Portanto, não importa que inventem a crença de que, logo você, é o demônio. Não se importe, não se mate, não se canse para provar que não. Todos eles já sabem.
Não se mate de desespero; não corra contra se inventam que sua mãe é doente ou hermafrodita, você sabe o que sai de seu útero. Não minta para ajudá-la. Eles sabem e é o que querem: que você minta.
Não reaja, seja a árvore que se curva para o vento passar. Ele vai passar.
E ela virá, a Verdade. E, acalme-se, até eles, nisso, têm mais fé que você.

Hilde Camargo – 23/06/2011



sábado, 4 de junho de 2011

DESOLADA

        Estou desolada. Acabo de descobrir que para ser lésbica tenho que gostar de futebol. Eu odeio futebol! Não posso mais ser lésbica? Raios! Então sou o quê?
        Estou em crise de identidade, retardada, ela me veio aos 31, de novo. Pôxa. Nem mais gostar de mulher em paz a gente pode mais!
        Deu na TV, espero que essa moda passe logo, já desliguei o meu tubo de raios catódicos, mas a crise (a de identidade...) ainda não passou. Tempo... cura tudo.
       Abraços, até mais.
       Hilde.

terça-feira, 31 de maio de 2011

MEUS PORQUÊS

      (OU... QUADRO BEM DEFINIDO DE UMA ESPERTEZA...)

      Eu paro nos começos. Porque, nos começos, pessoas são sempre ótimas. Todas fingem que são  boas. E eu finjo que acredito. Os começos são sempre perfeitos. E tudo que já perfeito já é acabado; já se perfez.
      Eu paro nos começos, pois, somente neles finjo que me agradam. Se não continuo não é minha culpa. As pessoas é que param de mentir cedo demais.

Hilde Camargo - 13/03/2011.

domingo, 29 de maio de 2011

AS PESSOAS NÃO SÃO IGUAIS



Não são iguais pessoas que aparecem simplesmente em nossas vidas, umas após as outras, umas simultaneamente às outras, são tão diferentes, são tão especiais. E minha sensação é a de tentar segurar o ar ao tentar não perdê-las. Mas tenho meus touros problemas para segurar na unha e não me sobram forças para fazê-las perder um tempo ao meu lado. Tempo aliás que não tenho eu mesma.
E toda essa diversidade de pessoas me fascina; e, entristece meu peito o vê-las seguir suas vidas e eu a minha, vidas, que mesmo assim, não vão deixar de ser uma mesma coisa, tão ligada em suas partes e tão insoluvelmente incomunicáveis. Tão hermeticamente impedidas de se unirem em felicidade.
As pessoas não são iguais. E desejo que, por isso, não errem como eu e não reajam dessa mesma forma transcrita acima; e que me provem estar equivocada; que tenham a força que não posso assumir; e que mudem o final desta história sem sal; que não sejam iguais nisso.