sábado, 1 de fevereiro de 2014

Noite

Os ratinhos eram fogosos corcéis;

A abóbora nada menos que luxuosa carruagem;

Ela ainda calçava os dois sapatinhos de cristal...

O príncipe encantado por ela bailava.

Mas, tudo isso, baby, era antes da meia-noite.

Sim...ainda o sinal de madrugada não havia soado.

Depois....

Veio a noite, baby, a escuridão se espalhou.

Correria, agonia, corre-corre,

Tudo já não é!

Simpáticos ou não, os ratos são ratos;

A abóbora mais uma que já vai apodrecer.

A festa acabou, o baile parou.

Só a música teimou em ficar.

E o príncipe? Sobrou...

Que donzela ficaria com um mendigo, não é?



Hilde Camargo – 07/11/2008.

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