Os ratinhos eram fogosos corcéis;
A abóbora nada menos que luxuosa carruagem;
Ela ainda calçava os dois sapatinhos de cristal...
O príncipe encantado por ela bailava.
Mas, tudo isso, baby, era antes da meia-noite.
Sim...ainda o sinal de madrugada não havia soado.
Depois....
Veio a noite, baby, a escuridão se espalhou.
Correria, agonia, corre-corre,
Tudo já não é!
Simpáticos ou não, os ratos são ratos;
A abóbora mais uma que já vai apodrecer.
A festa acabou, o baile parou.
Só a música teimou em ficar.
E o príncipe? Sobrou...
Que donzela ficaria com um mendigo, não é?
Hilde Camargo – 07/11/2008.
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